09/12/2004 20:01
Quanto cansaço!
Quanta baboseira! Sentimentalismo de eras medievais.
Apanhar do tempo já é demais!
Se lá fora nada muda
e o ponteiro ainda roda
não me importa mais.
A inutilidade quer tomar conta da situação..
Não deixe não!
Você não sabe quanta força existe aí dentro..
ruim é quebrar pra descobrir.
Então não venham me dizer que não existe
que o que eu penso não vale nada
que minhas teorias de amor são furadas
que esse abismo sou eu que crio sozinha
e ninguém cava comigo..
Não venham me dizer que meu pranto é à toa
que o navio só parte quando me vê chegar,
que meus sonhos são apenas sonhos,
e sendo assim, nada de mais
Não venham contar histórias de piratas
já qe o pó da sininho não me faz mais voar..
Estou apenas tentando achar o meu lugar,
um lugar pra repousar..
Onde eu não veja dor,
angustia, mágoa,
onde a saudade seja só imaginação.
E as borboletas de cristal
que voam, voam
pedindo atenção..
O que sinto por elas? A mesma revolta
de não poder mover as nuvens,
tocar estrelas de papelão.
De não poder..
Mas tanto faz!
A poesia já não é mais tão bela,
as palavras são todas iguais,
e há tantas desigualdades sociais..
Chega de poemas sombrios pra esconder o grito..
- Grite antes que seja tarde demais!
Sinal de fumaça não funciona por aqui..
Há muita fumaça estranha pra confundir.
- Tudo questão de escolha
E eu escolhi ser livre.
Por que então as asas não conseguem voar?
É como ter sinceridade num mundo onde ninguém é leal
e as pessoas choram,
têm fome,
têm medo,
têm frio,
e ainda assim não têm nada
além de pingos de chuva atravessado o telhado
e um coração aberto qe vai apagando o caminho
que antes era lembrado com tanto carinho..
Mas agora está apagando
como as luzes da cidade as 5 da manhã
fechando um ciclo..
mas como, senhor especialista de sistemas, explique pra mim..
como fechar um ciclo que nunca foi aberto?
Quero vê-lo abrir,
queimar,
sangrar!
E eu vou rir,
acredite, vou rir cmo há tempos não consigo..
E alguém lá em cima irá me perguntar
por que fui tão cruel
(a psicologia não explica?)
Eu que já deixei tantos rastros,
tantas pegadas cansadas
de um dia cansado que não quer levantar.
E as ondas de calor e queimação
quando gritava alucinada pela madrugada
exaltando os cães,
deixando todos furiosos,
todos zangados..
E agora sangram e me perguntam
numa facilidade incrivel
de onde tirei a navalha
e por quê um dia tão claro de sol
pôde ficar tão escuro e invisivel
dois minutos antes do fim.
enviada por BinkyZinha